quinta-feira, 25 de agosto de 2016

NOVO HOTEL

Em 1989 foi inaugurada a nova sede do Banco Nacional Ultramarino, na Av. 5 de Outubro, 175 em Lisboa. 
Era o culminar de uma fase de expansão dos bancos, em que alguns pensadores portugueses se queixavam de que se fechavam casa de pasto para abrir agências bancárias. 
A expansão bancária exigia a saída das sedes dos Bancos da Baixa Pombalina, demasiado apertada para o movimento que os Bancos tinham.
A nova sede do BNU foi projetada pelo arq. Taveira, num edifício com o esqueleto construído destinado a hotel.
Pois meus amigos, estamos em época de reversões. E agora, fecham bancos e abrem casas de pasto e hotéis.  
Vejam bem, visitem nos últimos dias, a antiga sede do BNU, a antiga Agência Central da 5 de Outubro, porque vai ser transformada em hotel.
O novo dono que a comprou só está à espera que a agência e alguns serviços da Caixa Geral de Depósitos que ali se encontram, se transfiram para novas instalações, para tomar conta do edifício e fazer as adaptações necessárias para abrir o hotel.
Visitem a Baixa Pombalina, desçam a Rua Augusta e vejam se encontram alguém nalgum banco que por ali esteja a funcionar. E vivam o fervilhar das lojas, de comidas e não só. Facilmente encontrarão novos hotéis, hostéis e outras formas de alojamento turístico. Bancos e agências bancárias? Se houver, é para fechar.
É assim a vida. E as reversões...

domingo, 10 de julho de 2016

DR. MÁRIO QUINA

Sr. Prof. Dr. Mário Gentil Quina, nasceu no dia 1 de Janeiro de 1930, no Estoril.
Em 1952 formou-se em Medicina. Em 1970, foi admitido como assistente de Medicina Interna na faculdade de Medicina de Universidade de Lisboa e em 1974 professor catedrático de Medicina, na mesma faculdade. A partir de 1977, professor de Medicina na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, responsável pela cadeira de Medicina Interna e Gastroenterologia.
Nos jogos Olímpicos de Roma de 1960, ganhou, com o irmão, José Manuel, a medalha de Prata de Vela, classe Star.
Trabalhou como médico no Centro de Saúde do Banco Nacional Ultramarino, na Rua dos Correeiros.
Qual o empregado do BNU que não se lembra do Sr. Dr. Mário Quina, da sua competência, do seu interesse, da sua extraordinária educação a atender-nos? Lembro-me perfeitamente de ter recorrido a ele naquele centro, cheio de febre e de ter ido para casa sem esperar pela consulta. Quando cheguei a casa, meti-me na cama e ele telefonou-me logo a perguntar o que que se passava e deu-me as orientações que devia seguir. Já não sei como evoluiu a coisa, mas já lá vão mais de 40 anos e cá continuamos.
Quando a minha Mãe teve problemas de vesícula, levei-a ao consultório do Dr. Mário Quina. Foi do melhor.
Vi-o agora na televisão a falar da sua medalha olímpica. 86 anos e continua com sua imagem de homem sempre impecavelmente apresentado.




quarta-feira, 30 de março de 2016

HOTEL MONTE PALACE

Há tempos, fui procurado por um jornalista, que queria escrever um livro sobre o Dr. José Oliveira e Costa.
Estava no auge toda e qualquer informação sobre o homem considerado o maior malfeitor de Portugal que obrigou o país inteiro a resgatar (=ter de pagar) a maior aldrabice bancária do último século: O Banco Português de Negócios (BPN).
Atualmente, o assunto está morto e enterrado e o Dr. Oliveira e Costa, esquecido da curiosidade das televisões, gozará a sua reforma nalgum recanto do seu lar. Conhecendo os trâmites das operações bancárias e a generalidade da ignorância destas operações pelos agentes judiciários que povoam os nossos tribunais, não me admira que ele e todos os outros que enterraram o nosso sistema bancário, saiam deste imbróglio financeiro, absolvidos ou com uma pena que entretanto já foi cumprida. O que havia a pagar, pago está (por todos nós).
Voltando ao jornalista. Queria alguma informação sobre a atividade do Dr. Oliveira e Costa no BNU, com base no que leu neste blog, no post sobre a presidência do Dr. Oliveira Marques. Dei alguns elementos sobre o BNU ao jornalista, que ficou de me informar do dia da apresentação do seu livro, mas, até agora, nada recebi.
No dia a seguir ao encontro com o jornalista, cruzei-me na rua com um antigo diretor do BNU e contei-lhe o caso. Ele disse-me, então, que o primeiro grande (no prejuízo) negócio do Dr. Oliveira Costa,  foi a contratação da entrada do BNU no financiamento dos hotéis da I.A.T.H. (Indústria Açoreana Turístico Hoteleira) S. A.
O Dr. Oliveira e Costa foi nomeado por Sá Carneiro para vice-presidente do BNU em 16 de Julho de 1980 e saiu no final de 1982.
A I.A.T.H. foi fundada em 1977, promovendo a construção de dois hotéis de luxo na Ilha de S. Miguel, Açores, um à beira mar (Hotel Bahia Palace, atualmente em funcionamento como hotel de 4 estrelas) e outro no miradouro da lagoa das sete cidades (Hotel Monte Palace, antigo 5 estrelas, atualmente entregue aos ratos).
vista da lagoa das sete cidades desde o hotel Monte Palace

Para a construção dos hotéis foram contraídos empréstimos de milhões de contos na Banca Internacional que foram avalizados pelo BNU, por resolução do vice-presidente Dr. Oliveira e Costa. Dada a incapacidade da empresa, o BNU teve de ir pagando os encargos da dívida.
O Dr. Mário Adegas, presidente do BNU desde 1983 a 1987, passou o seu mandato a queixar-se das consequências daquele negócio e a tentar salvar o Banco da situação em que estava metido e que agravava os prejuízos todos os semestres.
O Hotel Monte Palace foi um projeto megalómano, que já foi objeto de várias reportagens, que ressaltam a insensatez do projeto que avançou com o apoio do BNU, que teve de arcar com os prejuízos.
Tinha uma suite presidencial, 4 grandes suites de luxo, 4 quartos duplos com saleta, 27 quartos duplos, 52 suites juniores, 2 restaurantes, um bar americano, uma discoteca, salas de jogos, 3 salas de conferência, um banco, cabeleireiro, tabacaria, boutiques e lojas.
Funcionou de Abril de 1989 até finais de 1990. Ficou fechado e guardado até 2011 e, por falta de pagamento aos guardas, foi então abandonado e atualmente está como documentam as fotos que tirei neste fim da ano.






O Sr. Jorge Anastácio foi encarregado pelo Dr. Mário Adegas de representar o Banco na IATH e todos nos lembramos (eu lembro) de ele andar com o dossier da I.A.T.H. nos corredores do Banco.
Na ata da reunião do Conselho de Gestão do BNU de 28.09.1988, a presidente Drª Manuela Morgado "deu conhecimento ao Conselho de uma informação elaborada pelo representante do BNU junto da IATH, Sr. Jorge Anastácio, datada de 28.9.88, sobre o encerramento das contas dos exercícios de  1984 a 1987 inclusive." O conselho deu acordo a que o Sr. Jorge Anastácio aprovasse as contas nas reuniões a realizar no subsequente fim de semana, com o prejuízo de 6 300 mil contos (31 500 mil euros). Atualizando os valores, esta quantia corresponde a vários milhões de pregos para o caixão que levou o BNU à sepultura.
Reunião da IATH, com o Sr. Jorge Anástacio

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

ALMOÇOS DE NATAL

Os almoços das 5ªs-feiras, promovidas pelo Sr. Araújo dos antigos colegas da Administração de Bens.
No Natal, o almoço é mais certo. E então, lá estivemos, falando de tudo e sobretudo do BNU. Nunca acabará enquanto quisermos. 
 
 







RECORDANDO AMIGOS

Saudade do nosso amigo Joaquim Almeida e Silva

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

ENCONTROS DE NATAL

Pelo menos no Natal, mantemos a chama do nosso passado BNU.
O Sr. João Araújo, da antiga administração de bens do BNU e que fez agora 25 anos de reformado, mantém uma tertúlia todas as 5ªs-feiras no restaurante Ti Lurdes, ao Campo Pequeno.
Esta quinta feira, congregou 19 companheiros do nosso Banco.
Falamos de tudo, lembrámos, uns melhor outros menos mal.
A vida é curta e é muito boa.








Também o grupo do Zé Manuel, que ainda está na CGD, foi à Ti Lurdes.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

JÓIAS DE GOA

Vale a pena ler o excelente artigo que o Sr. Dr. Zacarias Dias, coordenador do Gabinete do Património Histórico da Caixa Geral de Depósitos, que está disponível no site da CGD.
Mais uma vez é ressaltada a ação do nosso amigo Sr. Jorge Anastácio e o importante papel que a Banco Nacional Ultramarino desempenhava nas colónias portuguesas da Índia.